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Febre do leite ou paralisia pós parto |
| Este problema é relativamente frequente em vacas leiteiras de alta produção, ocorrendo em vacas bem mineralizadas geralmente imediatamente após o parto. Isso mesmo, um distúrbio caracterizado por deficiência aguda de cálcio, que acomete vacas de alta produção e "bem" mineralizadas. |
| Em vacas com predisposição a este problema recomenda-se, faltando 2 semanas para o parto, reduzir a oferta de cálcio na alimentação. No caso das vacas receberem suplementação mineral durante a gestação com 50% de fosfato bicálcico, nas duas semanas que antecedem o parto esse nível pode ser reduzido p/ 30%, retornando ao nível de 50% imediatamente após o parto |
| Essa redução nos níveis de cálcio da alimentação, no período que antecede ao parto, serve para literalmente "acordar" o sistema hormonal da vaca, responsável pela captação de cálcio que chega ao animal via alimentação, do período de fartura de cálcio em que se encontrava. |
| Com isso, no parto quando a demanda orgânica de cálcio cresce bastante em função da produção de leite, o sistema hormonal da vaca está pronto p/ mobilizar todo o cálcio disponível que houver, principalmente o cálcio que chega via alimentar. E assim evitar a "febre do leite". |
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